Possíveis cenários para o futuro do trabalho e as implicações de cada uma

Você já parou para imaginar como será o futuro do trabalho? Como será o relacionamento entre empresas e profissionais nos próximos anos? Quais serão as habilidades mais importantes daqui alguns anos? Como a tecnologia e a automação irão impactar o papel das pessoas nos processos de trabalho?
Convidamos você a pensar mais sobre essas questões. Para ajudá-lo nessa reflexão, apresentamos a seguir oito possíveis cenários para o futuro do trabalho e revelamos as implicações de cada uma dessas possibilidades. Acompanhe!

8 possíveis cenários para o futuro do trabalho

Migração geográfica, avanços tecnológicos, mobilidade de trabalho, qualidade da educação… Todos esses fatores podem impulsionar mudanças significativas na forma como empresas e profissionais se relacionam.
Visando entender as possíveis mudanças que aguardam profissionais e organizações no futuro, o Fórum Econômico Mundial e o The Boston Consulting Group desenvolveram o levantamento Eight Futures of Work: Scenarios and their Implications (Oito futuros do trabalho: cenários e suas implicações). 
De acordo com as duas instituições, estas são as questões que devem influenciar as transformações que podem acontecer daqui para frente:

  • A velocidade da evolução tecnológica e seus impactos nos modelos de negócios.
  • As transformações no sistema educacional.
  • A amplitude da mobilidade global dos talentos.

Baseando-se nas informações do relatório,  convidamos você a “entrar em uma máquina do tempo” e visualizar possíveis cenários de trabalho em 2030, que variam de acordo com a evolução dos fatores citados acima.

Cenário 1: Autarquia da força de trabalho

  • Avanço tecnológico: estável
  • Evolução educacional: devagar
  • Mobilidade de talentos: baixa

A tecnologia tem condicionado mudanças profundas em algumas áreas de trabalho, tomando o lugar de profissionais que realizam tarefas mais operacionais e que exigem baixa qualificação. Neste cenário, a evolução educacional não acompanharia as transformações tecnológicas, resultando no aumento do desemprego da força de trabalho não especializada.
Buscando evitar a competição global e incentivar a contratação interna, o governo deveria agir para proteger profissionais locais, restringindo a mobilidade de talentos. Isso, por sua vez, poderia gerar segurança para os trabalhadores menos qualificados, mas prejudicar o desenvolvimento e a inovação nas empresas, que seriam impedidas de buscar profissionais talentosos fora dos limites locais.

Cenário 2: Movimento em massa

  • Avanço tecnológico: estável
  • Evolução educacional: devagar
  • Mobilidade de talentos: alta

Neste cenário, as transformações tecnológicas substituiriam as forças de trabalho operacionais e de baixa complexidade e a competição entre os profissionais de alta qualificação aumentaria. Ao mesmo tempo, a evolução educacional caminharia muito devagar e não acompanharia as transformações e necessidades do mercado.
Por outro lado, a mobilidade de talentos seria alta, possibilitando que profissionais buscassem oportunidades de trabalho fora de suas regiões e que empresas fossem além dos limites geográficos para encontrar os melhores candidatos. Como resultado, haveria uma grande competitividade entre profissionais de todos os níveis.

Cenário 3: Substituição por robôs

  • Avanço tecnológico: acelerado
  • Evolução educacional: devagar
  • Mobilidade de talentos: baixa

Esse é um cenário nada animador para nós, humanos. Nesta perspectiva, os robôs fariam parte dos processos de trabalho em tarefas operacionais e não cognitivas. No começo, humanos seriam necessários para complementar as atividades, mas como a evolução educacional não acompanharia as mudanças tecnológicas, a demanda por mais e mais automação cresceria.
Como resultado, cada vez menos pessoas poderiam contribuir para o desenvolvimento da economia mundial, gerando crises e drásticas transformações governamentais, sociais e econômicas. Em uma tentativa de controlar o desemprego, governos precisariam concentrar esforços para manter os empregos “em casa”, restringindo a mobilidade de talentos.

Cenário 4: Mundo polarizado

  • Avanço tecnológico: acelerado
  • Evolução educacional: devagar
  • Mobilidade de talentos: alta

Imagine o mesmo contexto do cenário anterior: a automação tomando conta dos processos de trabalho e, por conta da falta de qualificação, milhares de profissionais perdendo seus postos. Só que, neste quarto cenário, a mobilidade seria alta. Sendo assim, haveria uma grande movimentação de pessoas migrando em busca de novas oportunidades em outras regiões.
A consequência seria a criação de centros de “supereconomias”, que atrairiam profissionais altamente qualificados e especializados. Por outro lado, algumas regiões sofreriam com o alto índice de profissionais não qualificados e sem oportunidades de trabalho.
futuro do trabalho

Cenário 5: Empreendedores empoderados

  • Avanço tecnológico: estável
  • Evolução educacional: rápida
  • Mobilidade de talentos: baixa

Na quinta possibilidade sugerida pelo relatório do Fórum Econômico Mundial, os avanços tecnológicos continuariam a impactar de maneira significativa os processos e os modelos de trabalho. No entanto, para acompanhar essas transformações, reformas educacionais profundas seriam realizadas. Além disso, as organizações também investiriam alto na capacitação dos profissionais.
Por conta do alto investimento na geração de profissionais mais qualificados, a mobilidade seria mais restrita, evitando a perda de talentos locais. A reforma educacional daria origem a uma geração de profissionais que cria oportunidades próprias de negócios – inclusive atendendo a demandas e oportunidades locais.
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Cenário 6: Fluxos de profissionais qualificados

  • Avanço tecnológico: estável
  • Evolução educacional: rápida
  • Mobilidade de talentos: alta

O que aconteceria se, no contexto dos empreendedores empoderados, tivéssemos também uma alta mobilidade de talentos? É o que sugere o sexto cenário do estudo, que destaca que enquanto o trabalho remoto continuaria sendo um movimento marginal, a mobilidade geográfica de talentos se tornaria uma norma.
Nesse sentido, certificados, diplomas e credenciais passariam a seguir um padrão global, sendo aceitos em todo o mundo. No entanto, por conta da estabilidade na evolução tecnológica, as regiões que tivessem mais acesso à tecnologia impulsionariam a criação de mais valor com menos recursos, criando um abismo cada vez maior entre os países/empresas que têm assistência tecnológica e os que não têm.

Cenário 7: Produtividade local

  • Avanço tecnológico: acelerado
  • Evolução educacional: rápida
  • Mobilidade de talentos: baixa

Semelhante ao cenário número cinco, no cenário de produtividade local os avanços tecnológicos impulsionariam reformas educacionais e altos investimentos em capacitação para acompanhar as transformações geradas pela evolução da tecnologia. Por conta desse alto investimento na geração de profissionais mais qualificados, a mobilidade seria mais restrita, evitando a perda de talentos locais.
No entanto, por conta do avanço acelerado da tecnologia, a escassez de talentos continuaria a impactar o crescimento dos negócios, uma vez que as empresas enfrentariam lacunas de habilidades que não poderiam ser atendidas localmente ou on-line. Essa baixa mobilidade deveria resultar também na diminuição do intercâmbio de ideias e na expansão dos mercados, fortalecendo a dependência de recursos, talentos e tecnologias locais.

Cenário 8: Adaptadores ágeis

  • Avanço tecnológico: acelerado
  • Evolução educacional: rápida
  • Mobilidade de talentos: alta

Chegamos à oitava possibilidade proposta pelo levantamento do Fórum Econômico Mundial. Nesse cenário, a tecnologia avançaria a passos largos, ocupando um espaço fundamental nos processos de trabalho. Com isso, reformas educacionais seriam feitas e o investimento em capacitação seria alto.
Haveria ainda uma alta mobilidade de talentos entre cidades, estados e países, e com grandes oportunidades globais de trabalho oferecidas por plataformas online. Nesse contexto, surgiria a uma nova força de trabalho altamente ágil, produtiva e globalizada, difundindo rapidamente valores, ideias, tecnologias, bens e serviços em todo o mundo.

Ações necessárias para moldar um futuro melhor

Analisando esses oito cenários, é possível observar quais são os pontos que merecem mais atenção no sentido de se criar um futuro mais positivo para as próximas gerações de profissionais e também para a sustentabilidade das organizações nos próximos anos.
Os especialistas envolvidos no levantamento do Fórum Econômico Mundial apontam algumas ações necessárias nesse sentido:

  • Recapacitação da força de trabalho. A recapacitação dos profissionais já atuantes no mercado é crucial para que a força de trabalho atual possa se adaptar às mudanças do mercado no futuro.
  • Reforma no sistema educacional. A reforma da educação é fundamental para treinar e preparar a futura geração de profissionais para as mudanças que estão por vir – formando uma força de trabalho global e com alta habilidade de adaptação.
  • Aumento no acesso ao digital. Expandir o acesso às tecnologias de comunicação será importante para que novas oportunidades sejam criadas para todos – incluindo a possibilidade de trabalhos remotos, colaborativos e globais.
  • Incentivos de proteção ao trabalho. Em alguns cenários, para evitar que o avanço tecnológico elimine a maioria da força de trabalho humana, seria necessário criar incentivos para as empresas reterem os profissionais de carne e osso – implantando taxas pela utilização de robôs, por exemplo, e dando mais tempo para as pessoas se adaptarem às mudanças.
  • Incentivos inteligentes de criação de emprego. Governos precisarão estar atentos a áreas de maior demanda e que terão baixa suscetibilidade à automação. Identificar essas áreas poderá ser crucial para realocar a força de trabalho que for substituída pela tecnologia.
  • Suporte ao empreendedorismo em massa. Incentivar o empreendedorismo por meio de um acesso mais facilitado ao mercado pode ter um impacto significativo no desenvolvimento da economia, na inovação e na geração de empregos.
  • Governança do trabalho online. O trabalho em plataformas online vem ganhando terreno e, por isso, se torna cada vez mais necessário pensar em meios de garantir que os profissionais remotos trabalhem de forma segura e justa.

Para refletir:

– Enquanto essas reflexões são importantes para guiar políticas públicas, profissionais e empresas também precisam entender possíveis mudanças que poderão impactar os processos de trabalho no futuro.
– Como organização, é fundamental antecipar as transformações que a tecnologia trará para o seu mercado e, desde já, começar a pensar em como adaptar a sua força de trabalho e o seu modelo de negócio para os possíveis cenários do futuro.
– Como profissional, é crucial entender as movimentações do mercado e começar a adquirir os conhecimentos necessários para se adaptar e aproveitar as oportunidades que as transformações tecnológicas irão oferecer aos profissionais mais preparados.
– Você notou que em nenhum cenário indicado pelo Fórum Econômico Mundial o avanço tecnológico é baixo? A velocidade de evolução da tecnologia continuará estável (sendo que ela já é bastante rápida) ou irá evoluir de maneira ainda mais acelerada. Sendo assim, seja qual for a sua posição ou segmento de atuação, é impensável não se preparar para as transformações que a tecnologia causará em seu trabalho.
Esperamos que essas informações possam ajudá-lo a entender melhor as mudanças globais nos processos de trabalho e no relacionamento entre empresas e profissionais.
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Mais conteúdo sobre o futuro do trabalho

Para saber mais

*Leia o relatório na íntegra (em inglês)
 



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