Qual é a história que você está construindo?

Publicado em Categoria(s) Alta performance, Carreira
Por do sol em Punte del Este - autor - João Guilherme Brotto

No primeiro dia dos 429 que o velejador Amyr Klink passou, sozinho, em sua primeira viagem à Antártica, ele presenciou uma cena mágica proporcionada pela natureza selvagem do continente gelado: uma queda repentina de temperatura fez com que milhares de cristais de gelo se formassem no convés do barco enquanto ele dormia. O efeito do sol refletido pelos cristais criou uma infinidade de micro arco-irís dentro do barco.

Ficou encantado com o que viu, mas não se preocupou em fotografar, porque sabia que daquele dia em diante, pelos próximos 14 meses, ele seria dono do seu tempo. Haveria oportunidades mais do que suficientes para fazer o registro. Cansado após uma viagem exaustiva, voltou a dormir.

Acontece que ele nunca mais viu o fenômeno, mesmo tendo feito mais 42 viagens ao continente gelado. A lição que tirou do episódio foi que “têm coisas que são únicas e oportunidades que não podemos perder”.

Klink compartilha boas histórias e reflexões sobre o assunto em seu último livro, Não há tempo a perder. Mas, ao contrário do que o título sugere, não se trata de ter pressa, e sim de fazer acontecer, de entender que grandes feitos não nascem da noite para o dia, de pensar na beleza de planejar jornadas épicas, dos desafios de colocar ideias em prática, de ter em mente que é preciso transformar sonhos em realidade!

No livro, escrito por Isa Pessoa, Klink revela trechos de sua biografia, provoca o leitor a pensar sobre o real sentido de nossa existência e inspira a realizar.

“O tempo escorrendo. E há o risco de você não seguir adiante com aquele plano, não apostar na ideia. Não insistir, construir, finalizar. (…) Se a gente não se movimenta, não persegue, não arrisca, as coisas continuam do mesmo modo onde sempre estiveram.”

Por do sol em Punte del Este - autor - João Guilherme Brotto
Foto: João Guilherme Brotto
O que você tem feito com o seu tempo?

Sugerimos que você assista a uma breve palestra do velejador em que ele fala sobre planejamento, preparação, tempo e sobre a nossa real responsabilidade diante de nós mesmos. “Nada do que temos e compramos é de fato nosso, mas a experiência que vivemos com as coisas que usamos, sim. A experiência é nossa, para sempre. O carro, a casa, a empresa são posses provisórias. A experiência mais importante que temos é possuir a nossa história e não possuir as coisas. Eu adoro meus barcos, mas não são meus barcos. A coisa mais importante que fiz com eles foi construir uma pequena história.”

E a sua história, qual é?

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