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Área Comercial em 2019: O Que Esperar dos Cargos e Salários

Publicado em Categoria(s) Tendências

Para entender as projeções sobre os cargos e salários da área comercial, é preciso, primeiramente, compreender a conjuntura econômica esperada para o ano de 2019, já que esta afeta diretamente os aumentos e reduções salariais, assim como as oportunidades nos organogramas das empresas.

A primeira parte deste post portanto vai resumir os principais aspectos conjunturais que podem afetar diretamente o cenário de cargos e salários, para em seguida apresentar o impacto esperado nos cargos e salários caso a previsão econômica se confirme.

 

Conjuntura 2019

a.Ajuste fiscal

Uma das bandeiras de campanha de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, o ajuste fiscal buscará cortar gastos do setor público. Guedes, Ministro da Economia do governo Bolsonaro, anunciou ainda durante a campanha que reduziria os gastos públicos do governo federal de todas as maneiras possíveis, embora ainda não tenha dado detalhes do que e como pretende fazer. De acordo com Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), será necessário um corte de R$ 300 bilhões para que a inflação não volte a crescer. 

 

b.Reformas

O novo Presidente da República promete levar adiante reformas importantes para que o Brasil volte a crescer, entre elas a previdenciária e a tributária. A reforma da Previdência é considerada especialmente urgente pelo mercado e pelo próprio governo, pois este setor tem custado aos cofres públicos 3% do PIB anualmente, valor superior à taxa de crescimento do país, sendo responsável por 40% dos gastos não-discricionários da União. Caso aprovada esta reforma, o cenário apresentado aqui fica em boa parte garantido.

 

c.Privatizações

Outra bandeira da campanha eleitoral, as privatizações são uma certeza para 2019. Não há, contudo, consenso quanto aos números e às estatais que serão privatizadas. Enquanto o Ministro da Economia defende a privatização geral e irrestrita de todas as estatais de propriedade da União, o Presidente acredita que algumas, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás devem ser poupadas, embora defenda a privatização das empresas que orbitam a Petrobrás, como a TransPetro.

Também é importante notar que Guedes acreditava que as privatizações somariam R$ 1 trilhão, mas após participar da equipe de transição, baixou essa expectativa para R$ 800 bilhões. Economistas e consultores acreditam que essa receita não deve ultrapassar R$ 200 bilhões, devido ao endividamento, prejuízo e falta de atratividade de muitas estatais.

 

d.Diminuição da carga tributária

Com o objetivo de fomentar um ambiente mais favorável a investimentos e novos negócios, o Governo planeja diminuir a carga tributária brasileira. Segundo Guedes, a carga tributária ideal seria de 20%, contra os 36% atuais. O Ministro também estuda a criação de um imposto federal único, aproveitando o pacote de reformas que o Governo deve enviar ao Congresso.

 

e.Desburocratização

Uma das tríades do novo governo, ao lado do ajuste fiscal e das privatizações, o Governo promete desburocratizar o serviço público e facilitar os trâmites e processos para empreendedores. Ainda sem detalhes do que e como fará, Bolsonaro tem reiterado em entrevistas que o Estado é muito pesado e precisa ser reduzido para simplificar a vida de quem produz.

 

f.Recessão global

Embora as notícias internas sejam boas e haja razões de sobra para estar otimista, as notícias internacionais não são tão empolgantes. Tem sido notícia em diversos jornais internacionais, como o Deutsche Welle, que é provável que haja uma nova recessão global em 2019, culpa do endividamento excessivo das maiores economias do planeta. China, Estados Unidos e Europa, que são os maiores parceiros comerciais e investidores do Brasil, seriam os mais atingidos pelo novo crash, dessa vez sem possibilidade de pacotes bilionários de socorro.

 

Consequências para a área comercial

 

Contratações

Segundo Rodrigo Sahd, General Manager da Foursales Group, o Brasil deve presenciar em 2019 uma enorme aceleração nas contratações de profissionais de vendas e marketing. Sahd acredita que isso se deve ao fato do mercado ter registrado uma grande redução nos organogramas destes departamentos nos últimos 2-3 anos, ou seja, o organograma das empresas não está dimensionado para atender um mercado demandante.

Sahd prevê que caso não haja nenhum fato novo que prejudique o andamento da economia, o Brasil deve presenciar um pico grande de contratações de profissionais de vendas e marketing em 2019, sobretudo entre julho e setembro, pois a economia mais dinâmica do segundo semestre é somada aos organogramas incompletos, potencializando as contratações deste período.

Dentre os cargos que mais serão demandados em 2019, segundo Sahd, estão:

  • Diretores comerciais seniores.
  • Gerências regionais juniores.
  • Vendedores internos (ou “Inside sales”).
  • Vendedores hunters do canal SMB (PME).
  • Cargos de planejamento comercial com foco em métodos e processos.
  • Cargos de inteligência de mercado.
  • Cargos iniciais no marketing.

 

Salários

Quando questionado sobre remuneração para a área de vendas e marketing em 2019, Sahd afirma que a expectativa devido a crescente economia é de recuperação de parte das perdas que ocorreram nos últimos anos. Ainda assim, seriam necessários de 2 a 3 anos de crescimento econômico para que a renda líquida alcance os patamares históricos de 2012, época em que o executivo brasileiro era um dos mais remunerados do mundo.  

Os reajustes que sofrerão uma correção mais rápida são os dos profissionais de vendas e cargos iniciais de marketing mais especializados, sendo essas as funções com maior volume de vagas, mas que consequentemente devem ser reajustadas mais rapidamente devido a concorrência de mão de obra.

Outro cargo que também deve ser reajustado com certa velocidade são os de Diretoria comercial, principalmente em função do fato da economia brasileira nos últimos anos não ter formado profissionais para esse tipo de função, ou seja, mesmo os profissionais que ficaram desempregados por mais tempo, ao voltarem para o mercado, devem sofrer abordagens ao longo da passagem, o que deve impulsionar os salários dentro ou fora de suas empresas.

Todo este fenômeno de recuperação de salários pode ser ainda mais acentuado se houver um crescimento substancial no investimento externo no Brasil em 2019, que foi a tendência observada em 2018 e é a aposta de especialistas. Caso isso ocorra, haverá uma enorme pressão salarial sobretudo no topo dos organogramas comerciais, pois pelo tamanho e potencial de nossa economia ainda há pouca mão de obra realmente qualificada para cargos de alta gestão comercial no Brasil.  


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